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sábado, 23 de janeiro de 2016

Dom De Aprender Música





"Ah... Isso é só pra quem tem dom mesmo."


Será???






Tocar um instrumento musical requer ao individuo nascer com alguns dons específicos...



Dom da Dedicação.
Dom do Esforço
Dom da Paciência.
Dom da Perseverança.
Dom da Criação
Dom da Evolução
Dom de Ouvir.
Dom de Não Desistir.
Dom de Se Interessar.
Dom de Acreditar
Dom de Tentar.
Dom de Fazer
Dom de Perceber
Dom de Aprender.
Dom de Querer.
Dom de Se Desenvolver
Etc...
...e por ai vai.

Conclusão: Todo mundo consegue aprender a tocar um ou quantos instrumentos musicais quiser. Basta querer! 
Emoticon wink



                                      Por Jonathan Santos



        "Se de fato é a prática que define o desempenho, o talento 
             poderia ser… a motivação para perseverar na prática. "




Os Sons do Mundo

por: autor desconhecido [*]

Antes mesmo de nascer, o bebezinho pode entrar em contato com a música, que ajuda a acalmá-lo e a fortalecer os vínculos com a mãe.
A pianista, grávida, ensaiava para o concerto. Sempre que chegava num determinado trecho de uma das músicas, suas mãos pareciam não querer obedecer ao comando do seu cérebro, e ela precisava se esforçar para conseguir tocar como devia. Depois de dar à luz, ela voltou aos ensaios, agora com o nenê ao lado. E, para sua surpresa, sempre que passava pelo trecho da música, antes tão difícil, o nenê começava a chorar. Essa história real, foi contada por Berry Brazelton, professor da Escola de Medicina de Harvard e do Children’s Hospital de Boston, Estados Unidos, durante uma de suas visitas ao Brasil. Serviu para ilustrar a comunicação que se estabelece entre mãe e filho bem antes do nascimento, e através de uma arte que é usada como terapia desde a Antigüidade: a música.
Antes de Cristo, o filósofo grego Platão já a recomendava para “equilibrar os humores do corpo”. A Bíblia também nos relata a proeza de Davi tocando sua lira para acalmar o rei Saul, durante suas crises. Sem falar nos povos indígenas da América, que também utilizavam o som com objetivos terapêuticos.
Crianças mais comunicativas. Hoje, a musicoterapia é, de fato, uma ciência paramédica que estuda a relação do homem com o som visando prevenir e tratar doenças, promover o desenvolvimento psicossocial do indivíduo e melhorar a sua qualidade de vida. O trabalho dos musicoterapeutas, que é uma profissão de nível universitário, se aplica tanto a deficientes físicos e mentais, como também a escolas e empresas.
Mas é na área de estimulação precoce do nenê, ainda na barriga da mãe, que se tem conseguido os resultados mais interessantes. “As pesquisas mostram que as crianças que foram estimuladas, com música, durante a gestação, cresceram mais criativas, comunicativas, atentas e mais perceptivas do que as que não passaram por esse processo”, diz Lílian Elgelmann Coelho, presidente da Comissão Científica da Associação de Profissionais e Estudantes de Musicoterapia do Estado de São Paulo.
Mas a partir de que idade o feto começa a ouvir? Segundo Lílian, esse é um tema controvertido. As pesquisas realizadas na década de 20 dizem que só a partir do sexto mês de gestação o bebê começa a desenvolver a sua capacidade auditiva. Já de acordo com o livro Os Modos de Comunicação do Bebê, dos psicólogos Widner, Cristiane e Trissot, publicado pela Manole, o feto sempre escuta a mãe. É uma tese comprovada pelos musicoterapeutas.
“Durante sessões, nós captamos o ritmo dos batimentos cardíacos do feto e da mãe. Com um aparelho especial. Após alguns minutos de relaxamento com música, há uma surpreendente sincronia de ritmo dos dois. É uma constatação emocionante”, define Fernando.
Para Fernando, que atende gestantes e casais em clínica, e também no Hospital-Maternidade Santa Brígida, “o musicoterapeuta trabalha o som como exercício de comunicação já a partir do quinto mês de gravidez. Se o objetivo for apenas o relaxamento, essa terapia pode ser aplicada desde o início da gestação, já que o bebê, na barriga da mãe, não está ainda distinguindo palavras, apenas o som embutido nelas. É como se a mãe falasse com ele de boca fechada”, explica.
Diálogo entre mãe e filho. Para estimular a comunicação do feto com os sons, os musicoterapeutas aplicam várias técnicas. Durante as sessões, por exemplo, orientam as mães a ouvir uma música e reproduzi-la, cantando, para seu bebê. Vale também tocar algum instrumento para que ele ouça, contar histórias, ou apenas conversar com ele. As técnicas mais sofisticadas incluem um trabalho de expressão corporal, respiração rítmica, imitação dos movimentos do feto e a composição de uma música-tema que irá marcar a relação mãe e filho. Alguns profissionais chegam até a usar um gravador com autofalante voltado para a barriga da mãe, durante os exercícios.
“Nas gestações normais, a musicoterapia ajuda a desenvolver a aproximação da mãe com o bebê. E naquelas onde há alguma dificuldade emocional ou orgânica, essa técnica pode ser aplicada em conjunto com a atuação do médico e do psicólogo, com ótimos resultados”, explica Engelmann. No trabalho com bebês de alto risco, por exemplo, o som da música ajuda a estabilizar os batimentos cardíacos, com reflexos positivos no ritmo respiratórios do feto e da mãe, além de acelerar as conexões neurológicas.
Quem já passou pela experiência, aprovou. É o caso de Alda Zonato, que se submeteu à musicoterapia durante a gravidez de Cássia, hoje com três anos. &quotEu me senti muito segura e tranqüila. Fazia os exercícios com a participação do meu marido e eram momentos muito especiais. A nenê se mexia sempre durante as sessões, como se estivesse respondendo ao estímulo “, conta.
Até hoje, diz Alda, a música tem efeito tranqüilizador em Cássia, uma menina que apresenta uma grande percepção musical. Memória auditiva aguçada (guarda as letras das músicas com a maior facilidade) e um interesse incomum por livros e histórias.
“Mas o bonito mesmo foi no momento do parto. Quando ela saiu da minha barriga e dissemos “Oi, Cássia”, ela abriu os olhinhos e virou em nossa direção como se respondesse: Hei, eu já conheço vocês…”
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Fonte: Revista Crescer, fev/99, pág.64.http://musicaeadoracao.com.br/25500/os-sons-do-mundo/

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

"Como tirar música de ouvido???"

Música Arte dos Sons
Música Arte dos Sons

Resposta: 


Se você estiver estudando música do ZERO e procurando um 'método' que te ajude a tirar uma música facilmente eu te aconselho a ter um pouco de esforço para aprender alguns conceitos básicos da música primeiro.
*Na verdade o que te faz tirar a música com facilidade é a sua memoria musical, são suas experiencias.
Na música todos tem as mesmas dificuldades no inicio e todos que perseveram com certeza conseguem. Pense nisso.
Use e abuse dos estudos sobre teoria musical. Vão te ajudar a entender o que a melodia da música te diz.
Usaremos o ouvido, lógico, mas sem sobrecarregar o coitado do "ouvido"(cérebro) com coisas que nunca "viu".
Estude temas como Campo Harmônico, Qualidade Funcional Dos Acordes e Progressões Harmônicas por exemplo.
Treinando esses conceitos na teoria e a percepção dos mesmos na prática, vão te ajudar muito a alcançar os resultados desejados.
Obs.: Aproveite cada fase de aprendizado. Não tenha pressa porque ela só vai te atrapalhar a evoluir.
Mas, também não fique parado...
Tenha uma rotina de estudos passo a passo, mantenha o foco e vá avançando ao poucos. Se preciso, procure ajuda de um bom professor.
Com isso você irá ganhar muito mais e o melhor, será um musico consciente do que está fazendo.
Bons Estudos!! ;D

Por Jonathan Santos

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

4 Acordes Simples - Violão (Quer que desenhe??)


Vídeo Aula:

Aprenda 4 acordes simples no violão. 


Mais um vídeo da série "Quer que desenhe??" - Nível Iniciante


Acordes: G | Em | C | D :||

Nomes dos acordes mostrados no vídeo:
Sol Maior, Mi menor, dó Maior, Ré Maior.

Blog: http://musicaartedossons.blogspot.com.br/

Por Jonathan Santos
https://www.facebook.com/jonathan.santossilva.7

Música Arte dos Sons
https://www.facebook.com/M%C3%BAsica-Arte-dos-Sons-1078805265469000/

domingo, 17 de janeiro de 2016

Superdotados na Música

por: Ana Maria N. Gorski Damaceno [*]
Quem não fica admirado ao ver uma criança superdotada? Afinal, não é tão comum encontrarmos crianças com o Q. I. (quociente de inteligência igual ou maior que 140). Witty definiu os superdotados com crianças cuja atuação, num ramo potencialmente importante de atividades humanas, seja constantemente “notável”.
Conant considera como talentosos, do ponto de vista escolar, os alunos que se situam na faixa  percentual correspondente aos 15 – 20 % superiores da população escolar secundaria.
A criatividade vem sendo considerada como um aspecto importante da superioridade intelectual.
Guilford define: “São superdotados os alunos cujo potencial intelectual está em nível superior, tanto no raciocínio produtivo como no critico, de modo que se possa imaginar que serão os futuros solucionadores de problemas, os inovadores e os críticos da cultura, se lhes forem proporcionadas experiências educacionais adequadas”.
Guilford e Merrifield resumiram 4 operações fundamentais no intelecto:
  1. Conhecimento:“Descoberta, atenção, redescoberta ou reconhecimento de informação em várias formas, compreensão ou discernimento”.
  2. Memória: “Qualquer forma de retenção de informação”.
  3. Produção:“Produção Divergente (raciocínio dedutivo);Produção Convergente(raciocínio indutivo).
  4. Critica ou Avaliação: os fatores dedutivos compreendem:
    Fluência:o numero das várias respostas produzidas.
    Flexibilidade: a tendência para modificar a técnica ou estratégia.
    Singularidade: a originalidade das respostas.
    Elaboração: o acréscimo de detalhes para atingir um objetivo significativo
Os três fatores da produção indutiva agrupam-se em torno da capacidade de redefinição – transformação do conceito de um objeto ou idéia, de modo a usá-lo totalmente ou em parte, para satisfazer a determinadas condições.
Uma determinada porcentagem de crianças pode demonstrar desde cedo condições especiais para compreensão, execução e criação musical. Certas condições afloram em maior ou menor grau nos diversos tipos de indivíduos, por obra de um claro impulso interno e por ação de estímulos externos que atuam como desencadeantes.
O talento de uma determinada criança poderá também manifestar-se e florescer num ambiente menos apropriado e o talento do outro pode ter despertado pela influencia direta de um ambiente favorável para essa atividade.
Um bom professor e pais especialmente sensíveis às necessidades internas de seus filhos podem contribuir e favorecer naturalmente este despertar das atitudes artísticas. Mas é preciso reconhecer que tais atitudes ou dons podem surgir também como conseqüência de uma reação contra os pais e o ambiente geral.
É difícil, por outro lado, discernir em alguns casos, quando uma vocação é produto de uma verdadeira aptidão e facilidade que se possui para realizar algo, ou do esforço (força de vontade) que se põe a serviço da dita atividade. Assim observamos que um bom numero de artistas dignos e meritórios – interpretes e compositores – neste caso não demonstram possuir uma facilidade tão notável como a ostentam alguns aficionado.
Graças a inquietude do saber que impulsa certas crianças, e de seu árduo empenho até desmedido de suas atividades musicais, elas chegam ao domínio do instrumento e à compreensão musical em geral bem cedo.
A musicalidade se distingue qualitativa e quantitativamente na criança talentosa, da  outra criança. Observemos que as crianças talentosas a nível de maturidade sensorial, sensitiva, intelectual, são superiores aos de sua idade. Manifestam um interesse mui notável e definido com tudo que tenha algo que ver com os sons. A criança musicalmente mais dotada de distingue por sua capacidade em manter a atenção durante períodos maiores entre os de sua idade, enquanto escuta concertos, gravações e dá detalhes do que ouviu. É capaz de recordar e entoar os temas mais destacados de ditas obras.
Se sua idade o permite, tentará descobrir aquelas melodias no piano ou no instrumento que lhe seja mais familiar e até colocará os acordes mais ou menos apropriados às mesmas.
Tem grande capacidade de improvisar, até sobre um tema recém conhecido. O ouvido muito apurado leva à preguiça de leitura musical.
É preciso dizer que no caso de verdadeiros talentos é mais freqüente a necessidade de integrar a atividade predileta dentro da totalidade cultural, artística e humana. Não é raro que os que tem talento musical também demonstrem disposições especiais para a poesia, a matemática e a ciências.
A capacidade de fazer comparações para memorização e aprender coisas mais complexas, relacionando-as com o que já sabe, é muito grande.
Também essas crianças têm desenvolvido os componentes essenciais do caráter e da personalidade: força de vontade, persistência, sensibilidade geral aguçada, intelecto, memória alem das capacidades musicais especificas como: ouvido musical, sentido rítmico, memória musical, audição interior, inteligência musical, alta criatividade, capacidade para distinguir mesclas de sons (harmonia, acordes) capacidade para discernir estruturas musicais (forma musical)etc.
Algumas dessas aptidões podem observar-se antes mesmo da criança ter recebido algum tipo de educação. Outro aspecto tem a ver com uma acentuada predileção por um instrumento musical em cuja execução manifesta uma habilidade e destreza manual excepcionais, através do mesmo logra expressar seu mundo sonoro interior, produto da própria imaginação criadora. Pode fazê-lo não só através de instrumento, mas fazê-lo também cantando, compondo e dirigindo música, o que precisa de uma grande sensibilidade e também de uma audição interior.
Convém aos pais e professores detectar desde cedo o verdadeiro talento musical para poder seguir sua evolução natural e ao mesmo tempo dar uma orientação adequada.
Entre as crianças que cantam é possível determinar vários indícios de musicalidade precoce:
  1. Afinação
  2. Capacidade para continuar uma melodia interrompida em qualquer tom.
  3. Fazer transporte cantando
  4. Facilidade para descobrir semelhanças no ritmo e na melodia de diversos temas e canções.
  5. Poder de concentração e segurança necessária para não deixar-se influenciar por uma segunda voz que é percebida simultaneamente
  6. Capacidade para captar certos detalhes mais ou menos sutis no caráter mudanças dinâmicas, timbrísticas dentro da música que escuta.
O que fazer com os prodígios da música? 
Ao pressentir que a criança possa ser ou não superdotada é muito importante que seus responsáveis cuidem para que a mesma não fique pensando ser algo que ainda não é.
É bastante excepcional que entre 3 e 4 anos de idade, uma criança por mais dotada que seja, manifeste a necessidade de começar um estudo sistemático da música. O normal é que a criança satisfaça naturalmente suas inquietudes musicais, a expressão corporal e também mediante a atividade musical coletiva, em grupos onde de cantam canções de roda, se praticam movimentos rítmicos e se usam instrumentos de percussão.
Se começar no instrumento, que seja uma atividade ocasional, não sujeita a horários de nenhuma espécie, e se os pais tiverem condição de responder e ensinar os primeiros conhecimentos musicais – é o ideal.
Porque até os 8 anos a criança tem todo o direito de BRINCAR. Se ela quer brincar com musica, que parta dela esse interesse.
Às vezes á exploração pelos pais e pela sociedade, das crianças prodígios. Não existe talento que justifique a perda e o sacrifício da INFÂNCIA.
É mais importante que pais e professores saibam conservar e cultivar, sem falsas premissas, o rico caudal musical que essas crianças possam oportunamente trazer consigo.
O primeiro contato com a música deve ser o mais amplo e o mais vivo possível. Deve-se evitar, porém, possíveis frustrações com a pressa em começar a educação instrumental de forma individual, particular. Mais adiante a criança terá oportunidade de aprender os delicados problemas teóricos e instrumentais, dedicando-se ao mesmo com total convicção e maturidade.

Fonte: http://www.folhadafamilia.com
http://musicaeadoracao.com.br/25501/superdotados-na-musica/

sábado, 16 de janeiro de 2016

Quantas Horas Devo Estudar?

por: Ericsson, Krampe & Tesch-Römer

Vestibulares e outras provas de seleção tentam identificar as pessoas mais aptas a ter sucesso em sua área, mas ser aprovado não é uma garantia de sucesso. Assim como nem todos os calouros conseguem concluir a faculdade, nem todos os estudantes que conseguem entrar para o renomado Conservatório de Música de Berlin têm uma vaga garantida nas melhores orquestras. O que faz a diferença? Alguns atribuem o desempenho excepcional a um “talento inato”; outros preferem acreditar que é uma questão de “prática e dedicação”. Como resolver a questão?
Partidários da teoria de que “talento é 100% suor”, três cientistas alemães do Instituto Max Planck para o Desenvolvimento Humano, em Berlin, resolveram investigar a importância da prática no desempenho de musicistas – ou mais exatamente de estudantes de violino, a especialidade do Conservatório de Berlin. Contando com a ajuda dos professores do Conservatório, a equipe identificou os melhores alunos (aqueles que têm tudo para se tornarem solistas), os bons violinistas (que provavelmente tocarão em boas orquestras), e violinistas da escola preparatória de professores, outro departamento do Conservatório, onde nem o ensino nem as exigências são tão puxados. Uma análise do grau de sucesso dos alunos em competições abertas confirmou a classificação feita pelos professores: segundo o júri, os “melhores alunos” de fato tinham melhor desempenho.
O estudo contou unicamente com informações fornecidas pelos alunos. Em entrevistas, eles fizeram uma estimativa do número de horas de prática por semana em idades diferentes, desde que haviam começado a tocar violino, e comentaram sua história com o instrumento. Se por um lado essas informações permitem analisar dados do passado dos estudantes, contar somente com elas poderia ser um problema se os estudantes fossem, digamos, “otimistas” demais em suas estimativas de dados como o tempo dedicado diariamente ao instrumento. Para determinar se essas estimativas eram boas, os pesquisadores pediram mais tarde que os alunos anotassem em diários, ao longo de uma semana inteira, suas atividades durante o dia, incluindo o número de horas de prática com o instrumento, e seus hábitos de sono e lazer. A comparação com os dados dos diários mostrou que as estimativas dos alunos pareciam bastante boas.
Os estudantes, independentemente do grau de excelência, tinham várias coisas em comum. Todos tinham passados semelhantes, por exemplo: começaram a tocar e a ter aulas regulares aproximadamente aos oito anos de idade, e aos quinze decidiram tornar-se violinistas. Na época do estudo, todos já acumulavam mais de dez anos de prática com o instrumento – tempo que alguns especialistas consideram o mínimo de experiência necessária para se atingir um nível excepcional de performance em áreas tão diferentes quanto o xadrez, a execução musical, a composição, e a literatura. Todos davam igual valor à prática, e apreciavam tocar informalmente, sozinhos ou em grupos, para sua própria diversão.
As diferenças começam no regime de prática. Enquanto os futuros professores de violino treinavam apenas nove horas por semana, bons e excelentes estudantes treinavam muito mais – uma média de 24 horas por semana, ou três horas e meia por dia. Todos praticavam em sessões de não mais de uma hora e meia, mas enquanto os futuros professores não mostravam preferência de horário para a prática, os outros estudantes concentravam os estudos entre dez da manhã e duas da tarde.
Além de praticarem mais, bons e excelentes estudantes também dormiam mais durante a semana – umas seis horas a mais do que as 54 horas semanais dos futuros professores. Parte dessas horas extras de sono aconteciam durante uma sesta no começo da tarde, logo depois do almoço, após a prática matinal. Em comparação, futuros professores não dormiam quase nada fora do sono noturno.
Se isso fosse tudo, o menor desempenho dos futuros professores poderia de fato ser explicado pelo menor tempo de prática e talvez de sono – mas bons e excelentes estudantes deveriam ter exatamente o mesmo nível de desempenho. E isso não é o caso, como mostram os resultados das competições abertas onde eles se inscrevem.
O fator mais determinante do desempenho de todos os estudantes parece ser o número de horas de prática acumuladas ao longo dos anos. Na estimativa de cada aluno, o tempo de prática sobe gradualmente de menos de cinco horas semanais aos oito anos até as nove ou mais de vinte horas aos vinte anos de idade, já no Conservatório, sendo que em torno dos doze anos de idade, o número de horas de prática passa a aumentar mais rapidamente, o que possivelmente já corresponde a um compromisso de maior dedicação por parte das crianças. Somando o número de horas acumuladas ao longo dos anos, aos poucos os futuros melhores estudantes vão se destacando dos bons e dos futuros futuros professores. Aos quatorze anos, um ano antes da decisão de se tornarem violinistas profissionais, as diferenças nas horas de prática acumuladas entre os três grupos já são evidentes.
Tudo indica portanto que é durante a adolescência, anos antes dos estudantes entrarem para o Conservatório de Música, que ocorre a separação entre futuros bons, regulares e ótimos violinistas. Aos 18 anos, quando ingressaram no Conservatório, as diferenças já eram mais do que óbvias. Os alunos mais tarde identificados como os melhores já haviam acumulado mais de 7.000 horas de prática – número semelhante à estimativa feita por violinistas profissionais da Orquestra Sinfônia da Rádio de Berlin para quando tinham a mesma idade. Em comparação, bons alunos acumulavam pouco mais de 5.000 horas de prática, e os futuros professores de violino acumulavam apenas umas 3.000 horas de prática. Os anos de estudo e prática no Conservatório, assim, não fariam mais do que exacerbar uma tendência que já fora estabelecida.
Na opinião dos autores do estudo, a prática explica perfeitamente bem o desempenho até mesmo nos casos dos virtuosos, sendo desnecessário invocar um “talento” inato para o que essas pessoas alcançam. E no entanto parece tão evidente que algumas pessoas têm mais talento do que outras! O que é o talento, afinal? Se de fato é a prática que define o desempenho, o talento poderia ser… a motivação para perseverar na prática. Uns preferem futebol, e serão capazes de passar horas correndo atrás de uma bola; outros preferem escrever, desenhar, ou dedilhar um violino. O que parece uma definição bastante simpática de talento na verdade só empurra a questão mais para adiante: o que faz com que uns prefiram a bola e outros a música?
Os pais, talvez, ou pelo que eles fazem e encorajam em seus filhos, ou também pelos seus genes. Mozart tinha pai músico, por exemplo. Mas talvez os bons genes, também: por isso, segundo o “Argumento de Mozart”, “não dá para você virar um Mozart só com trabalho duro”.
Agora, se você discorda e acha que tem motivação suficiente para se tornar um Mozart, vamos aos números. Para quem começa cedo, lá para os cinco anos de idade, dá para começar com umas duas horas por semana e ir aumentando aos poucos, chegando a uma hora por dia aos 12 anos, duas horas por dia aos quinze… o que dá para levar junto com a escola, as brincadeiras, o sono e a televisão.
Mas para quem começa tarde e decide somente aos 15 anos se tornar um virtuoso, o futuro é um pouco mais sombrio. Só para alcançar a marca das sete mil horas de prática aos 18 anos, quando você precisaria optar por uma carreira, seria preciso treinar… seis horas e meia por dia, quase duas vezes mais do que treinam os melhores alunos do Conservatório. Treinando em sessões de não mais de 90 minutos, com intervalos de uma hora, seria preciso ficar de 8 da manhã às 6 da tarde por conta do violino. Ou seja: não fazer mais nada, nem ir à escola. Colocando a coisa desse jeito dá para entender porque todos os concertistas têm em comum terem começado a treinar desde criança. Ou é assim ou não dá…
E para quem começa aos 30 e pode treinar uma hora por dia, o que parece mais viável: quanto tempo levaria para virar um Paganini? Somando sete horas por semana, seriam necessárias mil semanas de treino para se tornar tão promissor quanto os melhores estudantes do Conservatório de Berlin. Se parece razoável, eis uma má notícia: mil semanas correspondem ao módico período de… vinte anos. Mas se até lá você não tiver desistido, irei a seus concertos com grande prazer!
Fontes: Ericsson KA, Krampe RTh & Tesch-Römer C (1993). The role of deliberate practice in the acquisition of expert performance. Psychol Rev 100, 363-406.
Publicado em: Cérebro Nosso
http://musicaeadoracao.com.br/25498/quantas-horas-devo-estudar/

Educação musical em escolas da Bahia aguarda por homologação

Itana Silva

  • Dentre as possibilidades de trabalhar a temática musical estão os corais, fanfarras e orquestras - Foto: Raul Spinassé l Ag. A TARDE l 30.09.2015
    Dentre as possibilidades de trabalhar a temática musical estão os corais, fanfarras e orquestras
O ensino de música, além de outras vertentes das artes, é de cunho obrigatório nas escolas de educação básica do país. No entanto, para o funcionamento efetivo na Bahia, uma resolução aprovada em novembro deste ano aguarda homologação da Secretaria de Educação do Estado (SEC). Apesar da obrigatoriedade, desde o sancionamento da Lei 11.769/2008, ainda não há o cumprimento total da determinação nas escolas do Brasil.
De acordo com a presidente do Conselho Estadual de Educação da Bahia (CEE), Ana Teixeira, a educação musical  no estado é colocada como conteúdo dentro do ensino da arte. "Nós recomendamos que a escola verifique de que forma tratará a música. Não podemos estabelecer para as escolas como fazer isso, uma vez que o ensino precisa ser adequado à realidade do lugar", pontua.
Dentre as possibilidades de trabalhar a temática musical nas instituições estão a formação de corais, fanfarras e orquestras, além das aulas teóricas. Segundo a SEC, o exercício da musicalidade nas atividades escolares do estado é fomentado através de diversas ações.
Uma dessas ações é a manutenção de 290 fanfarras, implantação do projeto Encante, que atende 307 escolas estaduais em 14 territórios de identidade e a oferta de cursos técnicos em instrumento musical e documentação musical, por meio da educação profissional.
Outro projeto que incentiva o contato com a música é o Festival Anual da Canção Estudantil (Face), que contou este ano com 1.054 escolas participantes, de 2 a 4 de dezembro.
Realizado desde 2008, o Face promove a participação e o envolvimento de todos os estudantes da rede, no processo de desenvolvimento da arte musical, da criação de canções e de realização de festivais.
Prática
Parte das escolas do estado já colocam a resolução em prática, mesmo antes da homologação, a exemplo do Colégio Estadual Deputado Manoel Novaes, que recebe fomento do Ministério da Educação (MEC), exclusivamente, para a prática de educação musical.
O Colégio localizado no Canela possui uma grade curricular específica para o estudo da música. O objetivo do programa é capacitar os alunos através do Ensino Profissionalizante Instrumental (EPI).
"São quatro anos de integração da formação geral de matérias do núcleo comum, com os estudos do curso de música. Dentro dessas matérias do núcleo específico, eles escolhem um instrumento para aprender. O aluno sai formado em instrumentos musicais", explica a vice-diretora da instituição, Arlena Delrey.
A partir do currículo do curso, os alunos contam com aulas-suporte caracterizadas pelos momentos de prática instrumental, somadas às aulas teóricas. "O aluno exercita o instrumento pelo qual optou e um instrumento complementar, para fazer a harmonia. Se ele escolher  violão, tem também que saber ouvir o piano", exemplifica Delrey.

Estado possui professores específicos para ramos de artes

A Bahia detém programas de incentivo às artes nas escolas desde 2007. O estado possui professores específicos para as linguagens artísticas. No entanto, Ana Teixeira pontua que é preciso ter mais professores qualificados para suprirem as demandas. “Fizemos uma audiência pública para trabalhar no sentido de que as ofertas de licenciaturas da educação precisam ser amplificadas”, frisa.
Essa ampliação, por conseguinte, gera mais emprego na área da educação musical. “Uma das consequências é o aumento da oferta de vagas para professores que trabalhem com o campo artístico. Há realmente a necessidade de se ampliar as ofertas de vagas para as áreas de arte", conclui a presidente do CEE.
A homologação da resolução irá determinar um prazo final para a efetivação da lei. O não cumprimento da mesma gera uma inspeção na escola especificada e esta é obrigada a ofertar a educação musical, sob pena  de ter o seu funcionamento comprometido.
Histórico
O estudo da música nas escolas não é novidade. Contrapontos sobre o assunto existem desde 1971, quando Emílio Médici, o então presidente do Brasil, sancionou a Lei de Diretrizes e Bases.
Na época, a Educação Musical foi tirada dos currículos, e foi introduzida posteriormente a educação artística, que envolvia o agrupamento dos conteúdos de diversas áreas, como artes plásticas, cênicas, desenho, além da música.
O objetivo era valorizar todos os ramos artísticos e não antepor nenhuma das áreas do conhecimento. Apesar do objetivo ter sido não privilegiar uma vertente, a incidência do ensino das artes plásticas nas escolas é superior ao  estudo musical.
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Fonte: http://atarde.uol.com.br/educacao/noticias/1734087-educacao-musical-em-escolas-da-bahia-aguarda-por-homologacao

Focas de aquário russo aprendem a tocar instrumentos musicais

Vídeo que mostra uma das focas tocando saxofone fez sucesso na web.
Além de instrumentos musicais, aquário de Irkutsk ensinou as focas a pintar.

G1, em São Paulo

Duas focas do aquário de Irkutsk, na Rússia, aprenderam a tocar instrumentos musicais. Os animais chamados "Winnie-the-Pooh" e Laska são originários do lago Baikal, na Sibéria. Um vídeo que mostra uma das focas tocando saxofone fez sucesso na web. Além de instrumentos musicais, o aquário ensinou as focas a pintar. Assista ao vídeo:



Focas de aquário russo aprenderam a tocar instrumentos musicais (Foto: Reprodução/YouTube/RT)(Foto: Reprodução/YouTube/RT)

(Vídeo: Reprodução/YouTube/RT)

Focas de aquário russo aprenderam a tocar instrumentos musicais 


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Fontes:


Portal G1 
http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2016/01/focas-de-aquario-russo-aprendem-tocar-instrumentos-musicais.html


YouTube:

https://www.youtube.com/watch?v=ferKjZ5MQrA

Benefícios da Educação e Prática Musical

por: Ramon Chrystian

A educação musical é pouco valorizada e difundida no Brasil, mas é de fundamental importância no desenvolvimento do indivíduo. Os gregos sabiam muito bem e valorizavam este conhecimento como princípio formador do ethos de uma sociedade. Ethos significa valores, ética, hábitos e harmonia. São os traços característicos de um povo, seus costumes sociais e culturais. Logo, a música faz parte da formação da identidade de um povo.
Para os gregos, a música era tão importante e universal quanto o próprio idioma. Ela era um componente responsável por “direcionar a conduta moral, social e política de cada indivíduo” (NASSER, 1997).
A neurociência usa o termo “funções musicais” para designar “um conjunto de atividades cognitivas e motoras envolvidas no processamento da música.” (BALLONE, 2010). O estudo da música favorece conexões entre neurônios relacionados aos processos de memorização, atenção, raciocínio e matemática. Poderíamos ainda citar o cultivo da disciplina no estudo, uma virtude que deveria ser desenvolvida por todos nós, indivíduos integrantes de uma cultura social que não valoriza a contemplação, a paciência e a perseverança.
A música desenvolve o trabalho em equipe. Uma só pessoa não forma uma orquestra, banda ou um coro, mas cada um tocando e cantando em seu momento forma o conjunto onde o espectro sonoro se completa.
A música expressa sentimentos que podem não ser bem expressos em palavras, mas quando estes sentimentos são tocados ou entoados falam direto ao coração.
A prática da música ensina e dá coragem para que os alunos ultrapassem medos e assumam riscos. Por muitas vezes em nossa vida lidamos com medos e ansiedades. Encará-los e superá-los podem nos levar a ter uma vida mais saudável.
Os benefícios são inúmeros tanto para a sociedade quanto para cada indivíduo, seja crianças, jovens, adultos ou idosos. Este é o convite: cantando ou tocando estude e pratique música!
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Fonte: http://musicaeadoracao.com.br/44668/beneficios-da-educacao-e-pratica-musical/

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Por Que Nem Todos Chegam Lá?

por: autor desconhecido [*]

Detalhes à respeito dos fracassos de quem tentou aprender música e não conseguiu.
Qual é o segredo dos músicos? Seria o “dom natural” que determinadas pessoas têm ao passo que falta deliberadamente em outras? Determinação por si só é o bastante? Por que tantos tentaram e não chegaram a um nível satisfatório?
Estas questões são comuns. As respostas, contudo, nem sempre são plausíveis. Quem espera, lendo esta matéria, soluções prontas e fórmulas padronizadora para as indagações acima irão se decepcionar. Eu não as tenho, ma proponho uma reflexão sobre o tema.
Ao longo de anos dedicados à arte musical e esporadicamente atuando como instrutor, eu pude me deparar com diversos tipos de aprendizes — alguns deles nem passaram desta fase. Conheci ainda outros que, apesar de professar adorar música e dispor pagar altas quantias, se quer se aventuraram a pôr um dedo numa corda de violão ou numa tecla de um piano. Portanto, há também aqui, o drama de quem ensina sem conseguir transmitir seu conhecimento para o aluno. Fracasso do professor?
É bem verdade que nosso espírito consumidor nos estimula ao comodismo. Acostumamos-nos a ir ao supermercado, escolher o produto na prateleira, pagar seu preço e irmos embora pra casa devorá-lo. Em matéria de arte isso é impossível. O caminho lógica a seguir é o da “dedicação” e esta por sua vez, é intransferível.
Tenho dom ou não?
Dom é dádiva, mérito, merecimento, dote natural, aquilo que se herda do nascimento. Ter ou não ter é dom musical é sempre um referencial para fadar o destino de um aprendiz. Mas o que é de fato esse “dom musical?” São duas as propriedades básicas de um recém-nascido, saber: pureza e insciência. Ninguém nasce sabendo nada. Todos têm de passar pelo estágio do aprendizado. Ocorre que o simples fato de gostar de música é um dom. Entender a variedade dos tons é outro. Não menos importantes são os dons de domínio prático da fórmulas teóricas (incluindo matemática), agilidade corporal (da parte que se usa para tocar o instrumento), paciência, persistência, disciplina entre tantos outros. É imprescindível, portanto, ter não um mas vários dons. O dom de “saber música” simplesmente não existe. Nem é transferível geneticamente. Desta forma, um descendente de um grande músico teria grandes chances de ser outro bom músico pela vantagem de já estar cercado de música, incentivo, material acessível e um professor em casa. Mas não herdaria um só gene de conhecimento. Ele terá de passar pelo mesmo bê-a-bá os demais.
Teoria ou prática?
Outra briga — desnecessária, por sinal — é quanto a definição do que teria supremacia, teoria ou prática? Ambos, peremptoriamente. Ao iniciar o treinamento, faça-o usando a mesma medida para a prática e a teoria. Um distúrbio comum é pegar certos “vícios” no início que mais tarde poderão se transformar em grandes entraves. A teoria ensina a pratica correta.
Há que se ter disciplina
É preciso dar crédito ao treinamento e ser disciplinado. É regra que quando o aluno sentir-se no nível ou superior ao nível do seu instrutor é hora dele deixar a sala de aula. Em muitos casso isso ocorre apenas na pretensão de quem está aprendendo ou quando ele perde a confiança no mestre. O mesmo se dá até quando o professor é um livro. O aprendiz começa a pular páginas e subestimar certas regras e dicas recomendadas ao longo do curso. Sabe aqueles exercícios bobos que mais parecem ensaios para teatro infantil? Eles funcionam. Seja disciplinado.
Uma constatação relevante que tenho apurado é certa resistência que muitas pessoas fazem em cima de uma teoria que corrige uma estudada anteriormente. Alguém que aprendeu ao longo da vida que respirar (erradamente) é secar a barriga e encher o peito na hora de captar oxigênio tem dificuldades de adotar uma nova ordem disciplinadora. Desta forma, é mais cômodo para o mestre trabalhar com os principiantes.
E o tempo passa…
Você já sentiu algo parecido ao que sentiu um iniciante de técnico de hardware depois de concertar o primeiro computador? Executar dois ou três compassos e as pessoas ao seu redor reconhecer imediatamente a música é a mesma sensação. Só que isso pode demorar o suficiente para desestimular o iniciante e comprometer a certeza de sua vocação. Pensando nisso, uma técnica usada para o instrutor motivar o aluno é fazê-lo executar pequenos trechos práticos de músicas conhecidas, ligando uma seqüência de notas a vários exemplos.
Pressa é uma prerrogativa dos tempos modernos. Todo mundo tem. Por trás dela está algo camuflado: impaciência. Uma coisa é você ter que fazer as coisas rapidamente pela própria exigência da natureza e outra é não ter paciência. Desejar dominar música o mais depressa possível não é errado. Mas neste caso, não há carência de urgência — a menos que se esteja a caminho da cadeira elétrica.
Importar-se com o tempo demasiadamente só vai atrapalhar. Todos os meu alunos me perguntam no primeiro dia de aula “quanto tempo vai demorar pra aprender”. Respondo perguntando: “Se eu disser dez anos você desistirá?”. Se ele desistir a década passará tenha ele aprendido ou não. E no décimo ano ele lamentará não ter continuado.
Acessibilidade
Nos tempos de Mozart, Beethoven ou Sebastian Bach música era destinada aos nobres. Até mesmo dar uma espiada em um instrumento musical era digno de cerimônia. Nunca foi tão acessível aprender música e praticar instrumentos. Talvez por isso deu-se a banalização e hoje em dia proliferou-se assaltantes dizendo-se “artistas musicais”.
No entanto, a geração atual o tem e você é mais uma esperança para que a Música — pura arte — possa ser bem explorada. Não desperdice sua chance.
Fontes: http://musicaeadoracao.com.br/
Publicado originalmente em: http://www.filomusicologia.hpg.com.br/artigo2.html”>

Música na Infância dá Ouvido Mais Apurado Para o Resto da Vida

por: Stephanie D’Ornelas (Música Sacra e Adoração)

Muitos dos hobbies que temos quando crianças não dão frutos se a gente os abandona depois de alguns anos. Mas esse parece não ser o caso da música. Pesquisadores da Universidade do Noroeste, em Chicago (Illinois, EUA), apontam que adultos com uma infância regada a notas musicais apresentam audição mais apurada e aprendizado mais fácil.
A razão para isso, conforme explicam os cientistas, é meramente física. Crianças que tiveram treinamento musical tendem a adquirir grande habilidade em identificar a frequência fundamental nos sinais sonoros.

Ouvidos sensíveis
A frequência fundamental é a mais baixa das frequências possíveis em uma onda sonora: 110 Hz e nem um comprimento de onda completo. Quando somos educados com música desde cedo, o cérebro aprende a diferenciar, mesmo que inconscientemente, todos os comprimentos de onda da série harmônica.
A grosso modo, quanto menor a frequência da onda sonora, maior a necessidade de treino que o sistema auditivo precisa ter para captar. O cume desta evolução auditiva, portanto, é a frequência fundamental.
O que os pesquisadores americanos descobriram foi justamente isso: uma familiaridade infantil “afina” natural e permanentemente o ouvido da pessoa.
Quanto mais treino, melhor
Os cientistas de Chicago convocaram 45 jovens adultos e os separaram em três grupos. Aqueles que jamais tiveram qualquer instrução musical na infância, os que tiveram de um a cinco anos de prática, e os que passaram de seis a onze anos estudando música quando crianças.
A “prática na infância” não significa que os bebês já saíram do berço ensaiando um instrumento: a média de idade para o começo da vivência musical, entre os 45 participantes da pesquisa, foi de nove anos de idade.
Os voluntários foram colocados em uma espécie de estúdio, onde eram estimulados a dar resposta a determinados sons. Conforme as emissões sonoras foram ficando mais complexas e difíceis de identificar, os grupos com treinamento musical se mostraram mais rápidos e afiados para dar a resposta.
E quais são as vantagens de se ter uma audição apurada? Bem, em primeiro lugar, nunca se pode descartar a habilidade de ter um sentido superdesenvolvido: com uma audição apurada, por exemplo, uma pessoa pode ouvir sons que passaram despercebidos pela maioria, em determinada situação.
Isso sem falar que nunca é tarde para retomar a prática de um instrumento musical. Aqueles com habilidade já adquirida terão muito mais facilidade para retomar a prática em qualquer ponto da vida. [Live Science/US News/Evanston Now]

Fontes: 
http://musicaeadoracao.com.br/
http://hypescience.com/

Teoria Musical

Softwares de Treinamento (gratuitos)

Guido – permite o estudo de intervalos, tríades, tétrades, modos e notas individuais, suportando um grande número de opções de configuração.
Jogo da Memória Musical – produz aleatoriamente ditados melódicos que devem ser memorizados e reproduzidos pelo usuário, auxiliando tanto a percepção melódica (relativa e absoluta), quanto a capacidade de memorização.
Pitch Coach (em Inglês – formato ZIP) – para o treinamento da noção de tom e harmonia, abrangendo tons relativos, tons absolutos, intervalos e acordes (inclusive inversões).
Solfege – é um excelente software de percepção musical e treino de audição. Com este programa você poderá treinar diversas atividades musicais como:Intervalos, Acordes, Escala, Ritmo, Ditados, Progressões harmônicas, etc. Na verdade, trata-se de um programa completo para o desenvolvimento da percepção musical. Uma ferramenta e tanto para ajudar os alunos e professores no estudo do dia-a-dia. Fonte:http://www.gnu.org/software/solfege/

O que precisa saber

O que precisa saber

A partir de uma ESCALA formamos o CAMPO HARMÔNICO e a partir deste campo harmônico teremos os acordes que serão utilizados na música a ser tocada.
Explicando:
1) Este exercício poderá ser feito com qualquer escala maior.
2) Tríades (3 notas), precisamos das notas 1, 3 e 5 para formar cada acorde dentro do campo harmônico.
3) Para formar cada acorde no campo harmônico, será necessário que cada nota seja a 1, para a partir dessa nota 1 descobrirmos quais serão a 3 e 5 e assim formar o acorde.
4) Pense sendo o dó a nota 1, logo o ré será a nota 2 e o mi a nota 3 e assim por diante. Também sendo o ré a nota 1, logo o mi será a nota 2 e o fá anota 3 e assim por diante.
5) Os números em ROMANO, são os graus da escala assim sendo também representam os acordes.
Tomaremos como exemplo a escala de DÓ MAIOR.
>> do re mi fa sol la si do
........1....3.....5 = resultado do acorde
...I:..do...mi...sol = C (dó maior)
..II:..re....fa....la = Dm (ré menor)
.III:..mi...sol...si = Em (mi menor)
.IV:..fa....la....do = F (fá maior)
..V:..sol...si....re = G (sol maior)
.VI:..la....do....mi = Am (lá menor)
VII:..si....re.....fa = Bm(b5) (si menor)
*Observe que as notas dos graus:
I, IV e V são acordes maiores;
II, III e VI são menores;
VII é diminuta
A partir da observação acima, poderemos aplicar em todas as escalas maiores o resultado dos graus obtidos.
VEJA!!!!
Tomaremos como exemplo a escala de DÓ MAIOR.
>>...I.......II.......III.......IV.......V.......VI.......VII
>>..do.....re......mi......fa.......sol......la........si
>>..C......Dm....Em.....F........G.......Am.....Bm(b5)
Tomaremos como exemplo a escala de SOL MAIOR.
>>...I.......II.......III.......IV.......V.......VI.......VII
>>..sol.....la......si.......do......re.......mi.......fa#
>>..G.......Am...Bm.....C.......D.......Em......F#m(b5)
Não foi necessário formar todo o campo harmônico de sol maior para chegarmos aos acordes que seriam maior, menor ou diminuta. Bastando converter as notas da escala em CIFRA e aplicar diretamente a elas o tipo do acorde correspondente ao seu grau na escala.
Por fim deixarei as 12 escalas maiores, para você aplicar as dicas acima.
do re mi fa sol la si do
reb mib fa solb lab sib do reb
re mi fa# sol la si do# re
mib fa sol lab sib do re mib
mi fa# sol# la si do# re# mi
fa sol la sib do re mi fa
solb lab sib dob reb mib fa solb
sol la si do re mi fa# sol
lab sib do reb mib fa sol lab
la si do# re mi fa# sol# la
sib do re mib fa sol la sib
si do# re# mi fa# sol# la# si
Próxima dica qualidade funcional dos acordes.

Por Eric Bandeira.

Fonte: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=1116116755071184&id=1078805265469000

Música Arte dos Sons
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